domingo, 5 de setembro de 2010

Documentário "O Mundo Global Visto do Lado de Cá" propõe uma nova globalização


O documentário “Encontro com Milton Santos” ou “O Mundo Global Visto do Lado de Cá” com a direção do documentarista brasileiro Silvo Tendler, onde mostra embates polêmicos como o humanismo x consumo, desigualdade social, conflitos sociais...mas o principal enfoque é a crítica sobre a globalização baseado no pensamento do geógrafo brasileiro Milton Almeida dos Santos. Milton Santos é o autor do livro “Por uma outra globalização”, onde propôs uma outra globalização que não seja regida pelo capital financeiro, os aspectos do livro foi abordado no documentário, pois por se tratar do pensamento de Milton Santos e sua crítica a globalização.

No decorrer do documentário o processo de globalização é tratado sobre vários aspectos, considerando a existência de três mundos num só; o primeiro seria ver o Mundo tal como nos fazem ver, o segundo - ver o Mundo tal como ele é, e o terceiro - ver o Mundo como ele pode ser “Uma outra Globalização”.

Milton Santos discursa sobre a questão da privatização da água, critica as transnacionais da água onde usam o discurso que “privatizar a água é um meio de investimento contra a pobreza”, onde vem a questão, onde a água é um bem econômico ou um bem comum? Discutida no Fórum Mundial da Água em Kioto.

Outra questão bastante discutida foi os ruído na comunicação, contudo a mídia é tratada como a “Fábula da Globalização”, ou seja a alienação causada pelos ruídos da mídia. Porém há as formas de combate aos ruídos causados pela Grande Mídia; por documentários como este, por músicas que tratam da realidade da comunidade, filmes caseiros, entre outros. Que por suas idéias e práticas, venham inspirar o debate sobre a sociedade brasileira e a construção de um novo mundo.

Por fim avalia-se os movimentos populares que tem o papel frear os efeitos da globalização e seu dimensionamento. Os movimentos populares tem ganhado força, à paritr do momento em que a globalização proporciona uma sensação de incapacidade de união e o povo se uni é o primeiro passo para o processo por uma nova globalização.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Conservação e Desenvolvimento Sustentável

No século XXI um dos principais temas abordados mundialmente é sobre os problemas ambientais, pois foi à partir da primeira revolução industrial o nosso planeta tem sido explorado de forma insustentável, tendo como visão que os recursos naturais eram ilimitados. Esta questão pode ser verificada à partir da criação da expressão ‘desenvolvimento sustentável’ (entretanto muitos tem se apropriado desta expressão erroneamente ao utilizá-lo como sinônimo de crescimento) onde seu conceito está baseado na utilização dos recursos naturais que atenda as necessidades atuais e das futuras gerações, garantindo a qualidade de vida e a biodiversidade. Mas é importante entendermos que o crescimento não pode ser sustentável, uma vez que visa o aumento da utilização dos recursos naturais, que por sua vez são vistos como infidáveis, além de não visar a qualidade e sim a quantidade.

Para garantirmos os recursos naturais para as futuras gerações, precisamos adotar práticas de conservação e preservação, para isso foram realizados vários estudos sobre a dinâmica dos ecossistemas no Mundo moderno, pois esta modernidade vem interferindo cada vez mais no ecossistema e o desequilibrando, então se faz necessário que se entenda em que ponto o afetamos, para que se previna ou remedie o problema. A sustentabilidade vem quando passamos a conciliar as nossas necessidades com a preocupação com o equilíbrio ecológico, um exemplo que mostra de uma forma bastante interessante é o caso das sociedades tradicionais que por estarem a tanto tempo em contato com a natureza, passaram a entender o tempo e o limite dela, passando assim seus conhecimentos de geração em geração.

As legislações que estabelecem as áreas a se conservar, são de fundamental importância para frear o desmatamento e os impactos sejam eles erosivos, na qualidade da água e entre outros problemas causados pela falta de cosciência ambiental e cidadania. Entretanto a fiscalização não é eficaz, há áreas que são estabelecidas como APPs e estão sendo ocupadas por pastagens, culturas agrícolas ou outros usos inadequados do solo. Podemos verificar que o código florestal procura em sua maioria estabelecer a conservação das áreas e não a preservação, pois visam o manejo racional dessas áreas e não deixá-las intocadas como se fossem estátuas.

Sabemos que os Estados Unidos é hoje um país desenvolvido às custas de seus recursos, que foram explorados impiedosamente. Sendo assim, o preço para que possamos alcançar o “desenvolvimento” tão almejado pelo o nosso governo. Portanto teremos que avaliar se queremos ser um país desenvolvido; às custas da riqueza das áreas tropicais, que possuem uma grande diversidade biológica e cultural. Ou, sermos um país com a denominação de subdesenvolvido; que busque uma melhor qualidade de vida para a sociedade atual e futura.